quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Pimenta e pimentões


          TRIMMMMM, TRIMMMMM, TRIMMMM, TRIMMMMMMM....

         O telefone tocou diversas vezes e Helena atarefada na organização do seu TCC, saiu correndo do quarto para atender ao aparelho, ao se aproximar o mesmo parou de chama-la. Ela parou em frente ao pequeno aparelho vermelho sob o rack, e aguardou alguns instantes na esperança de que ele novamente tocasse.

        Esperou e esperou, mas o aparelho parecia mudo, decidiu voltar para o quarto e recomeçar a tarefa, quando inesperadamente o telefone recomeçou a sambar sob o móvel tocando sua música:

        TRIMMMMMMM, TRIMMMMM, TRIMMMM...

        Helena rapidamente correu e atendeu o chamado, era sua tia perguntando se poderia almoçar com ela naquele dia,  uma vez que estava no centro da cidade, próximo do apartamento dela. Ao colocar o fone no gancho, subidamente ficou angustiada, o que cozinharia para o almoço.

       Abriu a geladeira e nela encontrou a jarra de água, o pote de margarina, alguns ovos, um  tomate solitário, dois dentes de alho, além de uma pimenta dedo de moça e dois pimentões. O que faria? Abriu os armários e de lá saíram arroz e macarrão, não havia mais nada.

       Pensou preciso fazer uma lista e depois ir ao mercado para abastecer a casa.

       Na pia da cozinha ela organizou todos os produtos encontrados e começou a pensar, posso fazer arroz com ovo, posso fazer macarrão e....., poderia fazer pimentões recheados com....

      Bem mãos a obra escolheu duas panelas pequenas, na pia cortou os pimentões e a pimenta dedo de moça bem miudinhos.

     Os ovos ela bateu com o garfo, agregou a pimenta dedo de moça, um pouco de sal  e o omelete já estava no ponto para ser atirado à frigideira quente com um pouco de óleo.

      O arroz após a lavagem pularam para a panela e foram refogados com o pimentão, sal e um pouco de alho.

      Se lembrou de Daniele sua amiga nutricionista que sempre dizia, no prato uma proteína, um carboidrato e um verdura. Bem olhou para a sua preparação e pensou tudo está certo e logo arrumou a mesa para duas pessoas.

      Na mesa as duas mulheres, tia e sobrinha, degustaram um delicioso almoço que perfumou todo o corredor, o elevador e a entrada do edifício.

     

     

     

     

       

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Helena

       Cocoricóoóóóó, cocoricóóóóóó, cocoricóóóóóóó......

      Todos os dias pela manhã apesar de morar no centro da cidade em um apartamento no 8º andar, Helena acorda com o canto do galo do vizinho a algumas quadras de distancia. O galo feliz com o seu trabalho matinal todos os dias, não importando se é domingo ou quarta-feira ele canta logo as cinco horas da manhã.

     Acordada fica na cama por mais um tempinho até que se ouve por toda a casa um som diferente em cada quarto. Rock pesado sai pela fechadura do quarto do João, pequenos pássaros trinam no quarto da Bianca, ao seu lado no criado mudo o celular de seu marido inicia o dia com pequenas batidinhas e uma música suave.

    Bem, já é hora de se levantar, sendo a primeira a sair da cama, Helena, escovas os dentes, troca de roupa e se dirige  até a minuscula cozinha onde sob o fogão coloca água no fogo para fazer o café. A Penélope, logo está aos seus pés se espreguiçando e ronronando.

   Ela retira do congelador o pão francês comprado a muitos dias e o coloca no forno envolto em uma caverna de papel alumínio, sob a pia repousa o bule com o coador e o pó de café aguardando a água fervente.

   Esquenta o leite, coloca na mesa xícaras, pires, açúcar, margarina, café e o pão quentinho, ela chama o pessoal:

    _Tá na mesa!!!!

    Logo se juntam para o café pai, mãe e os dois filhos, e no chão a pequena bola de pelos branca ronrona e dá mordiscadinha nas pernas pedindo um pouco de pão.

    Após o café cada um pega a sua bolsa, mochila, carteiras e saem pela porta deixando em casa Helena e a pequena Penélope.

fim

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Bolo

      Vivian a muitos anos não via sua amiga Lucia, e com a chegada dela em passeio pela cidade, ela decidiu fazer um agrado e resolveu fazer um bolo.

     O bolo em um café da tarde, seria a ligação entre o passado e o presente, ele proporcionaria as duas o momento de recordações e de reafirmar a amizade de muitos anos.

    Perdida em seus pensamentos Viviam olhava o caderno de receitas.

    Qual bolo fazer? um simples bolinho de chuva, um pandeló, um bolo de chocolate. No final decidiu vou fazer um tradicional bolo de cenouras, receita que herdará da sua avó materna. Foi procurar os ingredientes na geladeira e no armário.

      Ovos frescos, leite, óleo de soja, açúcar, canela, noz moscada, farinha e fermento. Pegou os utensílios, liquidificador, uma bacia, uma colher, uma faca e uma assadeira.

      Ligou o forno para o pré-aquecer, limpou e cortou as cenouras bem miudinhas, juntou no liquidificador os ovos, as cenouras, o óleo e o leite, e os liquidificou.

     Na bacia uniu o liquido espeço do liquidificador ao açúcar, a farinha, o fermento, a noz moscada e à canela, com a colher misturou tudo e cantando e dançando pela minuscula cozinha logo a mistura se tornou uma linda massa alaranjada.

   A massa jogada na forma com carinho e com um suspiro colocou a felicidade do reencontro no forno, e depois de alguns minutos a casa e a vizinhança já estavam perfumados com o aroma que exalava do forno. Logo a água estava no fogo para o café. Nisso chegou sua grande e velha amiga, as duas já estavam na idade do ouro.

   Beijos e depois de uma calorosa recepção, as duas entraram na cozinha perfumada com a fragrância da canela, passaram o café entre risos, retiraram o bolo do forno e o decoraram com chocolate derretido. As duas arrumaram a mesa e se sentaram para degustar o Bolo de Cenoura e relembrar a juventude....

Livros muito bons

  • Anne de Green Gables
  • Manual do Artista
  • Minha vida na França

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