quinta-feira, 24 de outubro de 2013

La Fontaine e Herodes

    Ontem estava lendo uma fábula " O Leão" de La Fontaine e comecei a pensar nas palavras escritas no século XVII e o que a Bíblia conta sobre os acontecimentos pós o nascimento de Jesus.

    Bem na fábula O Leão:

      Nas terras onde o Leopardo era um sultão nasceu um filhote de Leão, bem pequeno e graciosos, mas muito próximo do sultanato.

     O pequeno Leão já tinha fama de esperto e forte.


     O Leopardo ao consultar o Raposo sobre o perigo do novo filhote nascido a pouco tempo.

     O Raposo sugere:

     _ Dê cabo no filhote, pois quando o mesmo crescer ele ameaçará vosso reino. Pois quem o inimigo poupa, às mãos dele a de morrer....

       Nessa fabula o Leopardo generoso poupa a vida do filhote e depois de velho morre nas garras do Leão crescido.

      É nesse ponto que percebi o que na Bíblia relata da atitude de Herodes ao ouvir seus conselheiros e ordena a morte de crianças de diversas idades com medo de uma profecia.

      Assim La Fontaine no século XVII, ensina as pessoas e aos reis a agirem da mesma forma que Herodes ao tentar dar cabo da vida do pequeno Jesus.













http://isaacsilvas.blogspot.com.br/2012/02/basta-eu-encontrar-voce-no-caminho.html

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Susi


     Logo cedo ao acordar todos os dias a pequena Susi abre seus pequenos olhinhos, sai do meio de sua coberta.

       Estica, retorce e crec crec crec crec, estrala todos os seus ossinhos. Já está pronta para o dia.



         Logo ela já se joga no tapete e faz cara de pobre coitada necessitada de um pedaço de pão, choraminga, senta, faz piruetas, só para quando ganha um bom naco de café da manhã.



    Mas a manha com sua dona é curta, logo ela vai para a escola e a pequena e gorducha Susi deita próximo a mesa.


       Depois deita no sofá próximo a porta, ela sabe que logo sua dona vai chegar....Seu olhar não desgruda da porta..




     De repente...



    Alguém está chegando....




   Viva é hora de brincar no parque....junto com a mamãe...

fim

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

raposa e as uvas

   Sempre ouvimos o conto da Raposa e as Uvas, acreditava que era um conto popular até que li no livro "Fábulas de la Fontaine"
     Nesse livro a fabula é traduzida por Bocage. no meu olhar a história poderia ser contada desta forma.

       O Lobo Guara saiu da mata e começou a andar embaixo da parreira do sitio, estava com muita fome, não havia caçado nenhuma galinha ou mesmo uma pequena pomba.

     Quando olhou para cima viu lindos cachos pendentes de uvas, todas roxinhas e rodeadas por pequenas abelhas. Seu aroma perfumava o ar.

     Olhou de um lado, olhou do outro lado, não havia nenhuma pessoa por perto. Cheirou o ar em sua volta, não havia perigo.

     Começou a saltar para pegar um cacho, mas estavam muito altas. Procurou um banco ou uma pedra grande para subir, mas não havia nenhuma. Então triste abaixou sua linda calda e voltou a caminhar com sua barriga vazia.

     Lamentando ela afirmou:

      - Estão verdes, essas uvas não prestam para comer....vou andar mais um pouco quem sabe acho algo melhor.

     Saiu andando quando ouvir o pio da coruja e em seguida a queda de algo, voltou os olhos para as uvas, todas estavam lá em cima, o que havia caído era apenas um galho com folhas.


fim


imagem retirada do site



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

causos: A Tatuagem

        Quando bateu o sinal avisando sobre o recreio, saímos todos correndo da sala de aula. Cada um escolheu um canto no pátio para ficar, eu e minha amiga encontramos uma canto com um solzinho fraco e gostoso nas escadarias. Nisso o  Fabrício chegou todo feliz.

     

      _ Lia, Barbara adivinha o que eu fiz?

         Ele fez aquela pose, todo garboso, parecia um ato heroico. Na hora pensei conseguiu tirar nota em física.

      _Tirou nota alta em física, ou em química!!!!

      _Nenhuma fiz uma coisa muito legal, quer ver? e já foi levantando a camiseta da escola...Olha só a minha Tatu.

       

   Na mesma hora a Barbara gritou.

   -VIXI QUE É ISSO UMA LAGARTIXA VERDE!!!!



     Na hora eu falei:

     _Barbara não seja boba, isso não é uma lagartixa é um calango.....


  _ NÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO!!!!! ISSO É UMA IGUANA, UMA IGUANA...


Fim

Moral da História ao fazer uma tatuagem escolha bem o profissional.

Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência





quinta-feira, 10 de outubro de 2013

contos da biblioteca - Teatro em Vermelho

        Nos dias que  seguiram logo após o meu contrato de trabalho, a ditadura havia terminado, estávamos com um presidente eleito e eu era jovem.

       A vida parecia ter saído do inverno e seguia para a primavera, na véspera de finados fui trabalhar como normalmente fazia, abri o teatro, olhei a coxia, os camarins e passei pelas poltronas para ver se não havia nenhum objeto esquecido do dia anterior.  Foi nessa noite que tudo aconteceu.

coxia

        Tudo estava em ordem e eu esperava o grupo de teatro que viria para ensaiar e afinar as luzes do espetáculo, quando chegaram apresentei o palco, os camarins, expliquei onde ficaria para poder ajuda-los na iluminação.

       Logo estávamos todos em seus lugares, os atores no palco e eu sob os andaimes do teto alterei a posição de vários Spots, desci pela escada e logo a vi sentada na primeira fila, olhos castanhos profundos, olhar melancólico e trajava um lido vestido vermelho com xadrez. 



   
      Ela era a figura mais linda que eu já havia visto na face da terra, parecia um anjo vindo do céu.

      Mas como estava em serviço apenas cumprimentei com um movimento de cabeça e fui até a cabine de som e luz. Lá do alto combinando com os artistas no palco acertei as luzes, marcamos qual a sequencia de cada luz e o tempo de iluminação de cada uma.

    

     No final testamos toda a sequencia enquanto o diretor da peça marcava o local em que cada personagem deveria estar em cada cena. Daquela janela minuscula eu via cada movimento da minha princesa, do alto eu já havia escolhido quais as palavras usaria para começar a conversa.

     Quando terminamos de sequenciar a peça, desci correndo, passei por alguns artistas no corredor e quando cheguei à poltrona ela já não estava mais lá. Em desespero perguntei para o diretor do grupo:

     _ Onde esta a moça da primeira fileira, a que usava o vestido vermelho xadrez?

    _ Que moça?- disse o diretor.

    _ A que estava aqui, amiga de vocês.

    _Só veio os artistas, hoje ninguém trouxe acompanhante.

   Olhei novamente na cadeira, quem será a moça, será que ela existia ou seria um fantasma que aproveitando a escuridão da noite veio se divertir entre os vivos? Nesse momento olhei para a poltrona e encontrei uma rosa vermelha.


 fim
Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência

Imagens dos sites
Pinterest


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Contos da Biblioteca - Power Rider


   
  Domingão ensolarado, os passarinhos cantavam lá fora, os parentes estavam na varanda conversando logo após o almoço ,e eu como todo final de semana a tarde estava conectada no Orkut. Navegando na grande rede, trocando Scraps e bisbilhotando no youtube.

            Naquele momento havia entrado na sala de bate-papo uma guria muito simpática. nisso entrou minha mãe no meu quarto:



                         _ Você viu o meu "power Rider"?

                                     _ Não, mãe, não vi.!!!! Ele não está no seu quarto ou na sala?

          Ela saiu resmungando coisas incompreensíveis. Do mundo meu quarto comecei um papo legal com a gatinha, quando minha mãe entra novamente.

                     _ Beto você não viu o meu POWER RIDER? TEM CERTEZA?

                                      Parei a conversa e pensei no power rider, onde estaria aquele chinelo....


       _ Mãe já olhou na lavanderia em baixo do tanque? Deve estar lá...

                           Saiu resmungando algo muito mais incompreensível e em um tom mais alto.

                                   Ela era linda e eu já estava me sentindo apaixonado, que vontade de lhe entregar flores e bombons.


       BAM!!!! a porta se abriu com muita força, e minha mãe colocou a cabeça de novo no vão da porta.

                                    _Onde você colocou meu Power Rider?

      Parei novamente  de conversar com a Lucimara e pensei,  "Será que minha mãe virou fã de animê?


                      _ Mãe já olhou na estante ou na gaveta do armário?

                             _ Já e não está lá...

                                                Nisso ela entrou no quarto e olhou com raiva  para o meu computador e nesse instante ela bradou.

           _RÁ!!!ACHEI MEU POWER RIDER, ESTAVA COM VOCÊ O TEMPO TODO!!!!!

                           Saltou na frente, puxou minha cadeira e agarrou com toda a força o PEN DRIVE.



fim













fotos retiradas de
http://www.papodebar.com/wp-content/uploads/2011/04/coelho-computador.jpg

http://images2.wikia.nocookie.net/__cb20130106083804/kamenrider/images/6/67/Power_Rider_Logo.png
http://www.escolacurtbrandes.com.br/wp-content/uploads/2013/03/coelho-para-colorir-coelhinho.jpg

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Contos da Biblioteca - Imunizações

       Se me recordo bem o dia havia amanhecido lindo com um solzinho fraco devido ao inverno, logo após chegar ao trabalho já comecei a tarefa diária de arrumar as estantes, verificar a ordem dos livros nas prateleiras se todos seguiam a numeração crescente do CDD corretamente.

       



        Vi entrar um senhor pela porta da sala, ele trajava uma calça social azul marinho e uma camisa de manga comprida de lã xadrez. Ele caminhava vagarosamente por entre as estantes e seu olhar parecia desconfiado.

             Me aproximei e perguntei:

                 _ O Senhor precisa de ajuda?

                          Logo me respondeu num breve sussurro:

                                _ Preciso do livro "Imunização Racial", ele pertence a uma coleção enorme dessa biblioteca.

         Como sempre ocorre nesse tipo de atendimento fui até o armário de aço, onde gavetas estão abarrotadas de fichas com nome dos autores e suas obras. 

                Abri a gaveta "I", e procurei "Imunização Racial", não encontrei. Então perguntei:

                            _ Esse é mesmo o título, ele não tem outra palavra no inicio, ou o senhor sabe o nome do autor?

          Ele me olhou com olhar vazio e disse:

                 _ Não esse é o titulo eu já peguei esse livro aqui e não lembro o autor, mas sei que está em uma coleção enorme que usa quase uma estante.

                            _Esse livro é de biologia? É sobre Doenças, ou vacinações, ou criação de gado, seleção genética? - Perguntei.

        Ele balançou a cabeça negativamente, ele esperava que eu encontrasse o livro.

                     Comecei a pensar "Imunização Racial", não era vacina, o livro não pertencia a área de saúde. Então perguntei novamente
                           
                                  _ Esse livro seria de filosofia, ou sociologia?

        Novamente ele moveu a cabeça de um lado ao outro e só disse:

                O livro tem capa branca....

                                Senti que ele achava que eu não sabia trabalhar em biblioteca, uma vez que afirmava que já havia emprestado o titulo e eu estava sendo incapaz de encontrar.

          Nesse momento coloquei de lado o preconceito e fui supersticiosos, em pensamento falei com São Salonguinho, pedi me ajuda a achar o livro desse senhor que te dou três pulinhos.

                                       De repente entrei com aquele senhor aleatoriamente em uma estante e subitamente, como mágica, vi na prateira uma série de livros com capas azuis e branquinhas. Puxei o primeiro e ...

       _ É esse! Esse livro que levei emprestado


        Frustado perguntei :
_Mas cadê a imunização racial? 

                                                                       Ele riu, pegou o livro e foi embora, estou devendo até hoje os pulinhos para o são longuinho....

fim
Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.




quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Causos da biblioteca - cerejas

  A muitos anos atrás, na época em que se fechava a tubaína com rolha, quando não existiam computadores pessoais, nem internet, os alunos frequentavam as bibliotecas públicas ou mesmo as escolares para fazerem os seus trabalhos para entregar aos professores.

  Desse tempo existem muitos causos ocorridos nas diversas bibliotecas do Brasil. Esse é um recolhido entre conversas com nossos amigos.

    Nas bibliotecas antigamente se formavam filas para o atendimento dos usuários, todos muito ansiosos para logo pegar o livro com o assunto e imediatamente correr para o xerox para fazer uma cópia e entregar para o professor.

   No dia do ocorrido a zeladora já havia limpo as estantes e aberto as janelas, as bibliotecárias já haviam repostos os livros nas estantes e aguardavam a chegada de "fregueses", foi então que chegou um rapaz alto e com o olhar ansioso logo tascou.

   - Preciso de um livro sobre "Cereja Noturna"!

   Logo após um breve momento em que duas se olham e se perguntam que assunto é esse?

   - Você precisa de "Cereja Noturna"?



   _ Sim!!! Preciso e tem que ser rápido, pois preciso entregar esse trabalho ainda hoje a tarde. _ disse o rapaz com impaciencia.

   Virando para a colega a bibliotecária pergunta:

  _ Você sabe onde eu posso encontrar esse assunto?

 A outra responde:

   _ "Cereja Noturna" não seria aquela usada nas bebidas a noite?


     Sem saber como encontrar o assunto para o trabalho escolar as duas fazem uma saraivada de perguntas:

   _  Qual é a matéria? 
  
   _Para qual professor?

  _O que vocês estão estudando?

  - Acho que é Português...Acho que é para a Liliam... Não sei acho que dormi na aula...

  Nisso chega uma menina e logo pergunta:

  _ Paulo você achou o trabalho de Ciências? Já pegou os livros sobre "CEGUEIRA NOTURNA"????

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Se vocês quiserem saber sobre a doença cegueira noturna clique aqui.
Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência


    


Livros muito bons

  • Anne de Green Gables
  • Manual do Artista
  • Minha vida na França

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