quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

receita de familia - Pão de queijo mineiro

       Todas as familias do mundo possuem receitas ou modos de preparar os alimentos que são passadas de geração em geração.

       Algumas receitas antigas são transportadas de uma família a outra  com o intermédio e trocas de receitas entre as mães de um casal de noivos, ou mesmo quando em uma festa em que se reuni vários amigos, entre uma conversa e outra alguém comenta sobre uma boa receita essa é repassada em sigilo.

      Entre as muitas receitas do meu caderninho, de paginas amareladas existe uma recolhida em uma festa de final de ano, minha amiga havia bebido um pouquinho a mais de que se deve e entre um olhar furtivo para ter certeza que ninguém a olhava ela me deu a receita e o segredinho de como prepara-la.

    Foi deste modo que consegui uma das receitas tradicionais de pão de queijo mineiro.



receita

*Em um canecão coloque 400 ml de leite, uma colher de sopa de sal e meio copo americano de óleo, leve ao fogo até abrir fervura.

*Na bacia coloque meio quilo de polvilho doce e escalde em seguida com os líquidos quentes do canecão, misture

*Deixe esfriar

*Jogue na massa dois ovos inteiros, e 250 gramas de queijo minas moído da mão. Amasse todos os ingredientes.

* Unte a mão com óleo e enrole os pãezinhos de queijo, coloque um a uma na assadeira. Leve para assar em forno quente.

Depois de douradinhos retire do forno e aprecie com uma boa xícara de café.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

joãozinho e maria



        Nas histórias dos irmãos Grimm, como a de Joãozinho e Maria, a fome flagela os lares e muitos pais, desde a Idade Média, abandonam seus filhos a própria sorte ou nas antigas florestas, na atualidade vemos muitas crianças nas ruas das grandes cidades soltas, sem lares perambulando pelas ruas em busca de dinheiro para que sobreviver a fome ou mesmo comprar drogas, a  busca é constante pelo alimento do corpo e da alma.

      Mesmo as crianças que não foram abandonados sonham em um dia encontrar o paraíso dos doces, onde a fome seja aplacada, mas não com a comida comum que saem dos fogões como o arroz, o feijão e as saladas, mas com deliciosos doces.

      Então, no sonho infantil essas casas teriam suas paredes de pão de mel, cobertura do telhado com barras de chocolate glaçadas, flores de copos de leite, com achocolatado morninho.


      Ou mesmo que pastilhas de mms sejam colocadas como telhados. As bruxas não existiriam.


    Encontraríamos nesta casa a fada do dentes para nos proteger dos males causados pela comilança das casas, cujos detalhes são tão gostosos.....

         





Referencia imagem

http://blog.linklar.com.br/2012/09/05/veja-sete-imoveis-que-parecem-ter-saido-de-livros-infantis/#!prettyPhoto-6846/0/

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Pimenta e pimentões


          TRIMMMMM, TRIMMMMM, TRIMMMM, TRIMMMMMMM....

         O telefone tocou diversas vezes e Helena atarefada na organização do seu TCC, saiu correndo do quarto para atender ao aparelho, ao se aproximar o mesmo parou de chama-la. Ela parou em frente ao pequeno aparelho vermelho sob o rack, e aguardou alguns instantes na esperança de que ele novamente tocasse.

        Esperou e esperou, mas o aparelho parecia mudo, decidiu voltar para o quarto e recomeçar a tarefa, quando inesperadamente o telefone recomeçou a sambar sob o móvel tocando sua música:

        TRIMMMMMMM, TRIMMMMM, TRIMMMM...

        Helena rapidamente correu e atendeu o chamado, era sua tia perguntando se poderia almoçar com ela naquele dia,  uma vez que estava no centro da cidade, próximo do apartamento dela. Ao colocar o fone no gancho, subidamente ficou angustiada, o que cozinharia para o almoço.

       Abriu a geladeira e nela encontrou a jarra de água, o pote de margarina, alguns ovos, um  tomate solitário, dois dentes de alho, além de uma pimenta dedo de moça e dois pimentões. O que faria? Abriu os armários e de lá saíram arroz e macarrão, não havia mais nada.

       Pensou preciso fazer uma lista e depois ir ao mercado para abastecer a casa.

       Na pia da cozinha ela organizou todos os produtos encontrados e começou a pensar, posso fazer arroz com ovo, posso fazer macarrão e....., poderia fazer pimentões recheados com....

      Bem mãos a obra escolheu duas panelas pequenas, na pia cortou os pimentões e a pimenta dedo de moça bem miudinhos.

     Os ovos ela bateu com o garfo, agregou a pimenta dedo de moça, um pouco de sal  e o omelete já estava no ponto para ser atirado à frigideira quente com um pouco de óleo.

      O arroz após a lavagem pularam para a panela e foram refogados com o pimentão, sal e um pouco de alho.

      Se lembrou de Daniele sua amiga nutricionista que sempre dizia, no prato uma proteína, um carboidrato e um verdura. Bem olhou para a sua preparação e pensou tudo está certo e logo arrumou a mesa para duas pessoas.

      Na mesa as duas mulheres, tia e sobrinha, degustaram um delicioso almoço que perfumou todo o corredor, o elevador e a entrada do edifício.

     

     

     

     

       

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Helena

       Cocoricóoóóóó, cocoricóóóóóó, cocoricóóóóóóó......

      Todos os dias pela manhã apesar de morar no centro da cidade em um apartamento no 8º andar, Helena acorda com o canto do galo do vizinho a algumas quadras de distancia. O galo feliz com o seu trabalho matinal todos os dias, não importando se é domingo ou quarta-feira ele canta logo as cinco horas da manhã.

     Acordada fica na cama por mais um tempinho até que se ouve por toda a casa um som diferente em cada quarto. Rock pesado sai pela fechadura do quarto do João, pequenos pássaros trinam no quarto da Bianca, ao seu lado no criado mudo o celular de seu marido inicia o dia com pequenas batidinhas e uma música suave.

    Bem, já é hora de se levantar, sendo a primeira a sair da cama, Helena, escovas os dentes, troca de roupa e se dirige  até a minuscula cozinha onde sob o fogão coloca água no fogo para fazer o café. A Penélope, logo está aos seus pés se espreguiçando e ronronando.

   Ela retira do congelador o pão francês comprado a muitos dias e o coloca no forno envolto em uma caverna de papel alumínio, sob a pia repousa o bule com o coador e o pó de café aguardando a água fervente.

   Esquenta o leite, coloca na mesa xícaras, pires, açúcar, margarina, café e o pão quentinho, ela chama o pessoal:

    _Tá na mesa!!!!

    Logo se juntam para o café pai, mãe e os dois filhos, e no chão a pequena bola de pelos branca ronrona e dá mordiscadinha nas pernas pedindo um pouco de pão.

    Após o café cada um pega a sua bolsa, mochila, carteiras e saem pela porta deixando em casa Helena e a pequena Penélope.

fim

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Bolo

      Vivian a muitos anos não via sua amiga Lucia, e com a chegada dela em passeio pela cidade, ela decidiu fazer um agrado e resolveu fazer um bolo.

     O bolo em um café da tarde, seria a ligação entre o passado e o presente, ele proporcionaria as duas o momento de recordações e de reafirmar a amizade de muitos anos.

    Perdida em seus pensamentos Viviam olhava o caderno de receitas.

    Qual bolo fazer? um simples bolinho de chuva, um pandeló, um bolo de chocolate. No final decidiu vou fazer um tradicional bolo de cenouras, receita que herdará da sua avó materna. Foi procurar os ingredientes na geladeira e no armário.

      Ovos frescos, leite, óleo de soja, açúcar, canela, noz moscada, farinha e fermento. Pegou os utensílios, liquidificador, uma bacia, uma colher, uma faca e uma assadeira.

      Ligou o forno para o pré-aquecer, limpou e cortou as cenouras bem miudinhas, juntou no liquidificador os ovos, as cenouras, o óleo e o leite, e os liquidificou.

     Na bacia uniu o liquido espeço do liquidificador ao açúcar, a farinha, o fermento, a noz moscada e à canela, com a colher misturou tudo e cantando e dançando pela minuscula cozinha logo a mistura se tornou uma linda massa alaranjada.

   A massa jogada na forma com carinho e com um suspiro colocou a felicidade do reencontro no forno, e depois de alguns minutos a casa e a vizinhança já estavam perfumados com o aroma que exalava do forno. Logo a água estava no fogo para o café. Nisso chegou sua grande e velha amiga, as duas já estavam na idade do ouro.

   Beijos e depois de uma calorosa recepção, as duas entraram na cozinha perfumada com a fragrância da canela, passaram o café entre risos, retiraram o bolo do forno e o decoraram com chocolate derretido. As duas arrumaram a mesa e se sentaram para degustar o Bolo de Cenoura e relembrar a juventude....

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

La Fontaine e Herodes

    Ontem estava lendo uma fábula " O Leão" de La Fontaine e comecei a pensar nas palavras escritas no século XVII e o que a Bíblia conta sobre os acontecimentos pós o nascimento de Jesus.

    Bem na fábula O Leão:

      Nas terras onde o Leopardo era um sultão nasceu um filhote de Leão, bem pequeno e graciosos, mas muito próximo do sultanato.

     O pequeno Leão já tinha fama de esperto e forte.


     O Leopardo ao consultar o Raposo sobre o perigo do novo filhote nascido a pouco tempo.

     O Raposo sugere:

     _ Dê cabo no filhote, pois quando o mesmo crescer ele ameaçará vosso reino. Pois quem o inimigo poupa, às mãos dele a de morrer....

       Nessa fabula o Leopardo generoso poupa a vida do filhote e depois de velho morre nas garras do Leão crescido.

      É nesse ponto que percebi o que na Bíblia relata da atitude de Herodes ao ouvir seus conselheiros e ordena a morte de crianças de diversas idades com medo de uma profecia.

      Assim La Fontaine no século XVII, ensina as pessoas e aos reis a agirem da mesma forma que Herodes ao tentar dar cabo da vida do pequeno Jesus.













http://isaacsilvas.blogspot.com.br/2012/02/basta-eu-encontrar-voce-no-caminho.html

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Susi


     Logo cedo ao acordar todos os dias a pequena Susi abre seus pequenos olhinhos, sai do meio de sua coberta.

       Estica, retorce e crec crec crec crec, estrala todos os seus ossinhos. Já está pronta para o dia.



         Logo ela já se joga no tapete e faz cara de pobre coitada necessitada de um pedaço de pão, choraminga, senta, faz piruetas, só para quando ganha um bom naco de café da manhã.



    Mas a manha com sua dona é curta, logo ela vai para a escola e a pequena e gorducha Susi deita próximo a mesa.


       Depois deita no sofá próximo a porta, ela sabe que logo sua dona vai chegar....Seu olhar não desgruda da porta..




     De repente...



    Alguém está chegando....




   Viva é hora de brincar no parque....junto com a mamãe...

fim

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

raposa e as uvas

   Sempre ouvimos o conto da Raposa e as Uvas, acreditava que era um conto popular até que li no livro "Fábulas de la Fontaine"
     Nesse livro a fabula é traduzida por Bocage. no meu olhar a história poderia ser contada desta forma.

       O Lobo Guara saiu da mata e começou a andar embaixo da parreira do sitio, estava com muita fome, não havia caçado nenhuma galinha ou mesmo uma pequena pomba.

     Quando olhou para cima viu lindos cachos pendentes de uvas, todas roxinhas e rodeadas por pequenas abelhas. Seu aroma perfumava o ar.

     Olhou de um lado, olhou do outro lado, não havia nenhuma pessoa por perto. Cheirou o ar em sua volta, não havia perigo.

     Começou a saltar para pegar um cacho, mas estavam muito altas. Procurou um banco ou uma pedra grande para subir, mas não havia nenhuma. Então triste abaixou sua linda calda e voltou a caminhar com sua barriga vazia.

     Lamentando ela afirmou:

      - Estão verdes, essas uvas não prestam para comer....vou andar mais um pouco quem sabe acho algo melhor.

     Saiu andando quando ouvir o pio da coruja e em seguida a queda de algo, voltou os olhos para as uvas, todas estavam lá em cima, o que havia caído era apenas um galho com folhas.


fim


imagem retirada do site



segunda-feira, 14 de outubro de 2013

causos: A Tatuagem

        Quando bateu o sinal avisando sobre o recreio, saímos todos correndo da sala de aula. Cada um escolheu um canto no pátio para ficar, eu e minha amiga encontramos uma canto com um solzinho fraco e gostoso nas escadarias. Nisso o  Fabrício chegou todo feliz.

     

      _ Lia, Barbara adivinha o que eu fiz?

         Ele fez aquela pose, todo garboso, parecia um ato heroico. Na hora pensei conseguiu tirar nota em física.

      _Tirou nota alta em física, ou em química!!!!

      _Nenhuma fiz uma coisa muito legal, quer ver? e já foi levantando a camiseta da escola...Olha só a minha Tatu.

       

   Na mesma hora a Barbara gritou.

   -VIXI QUE É ISSO UMA LAGARTIXA VERDE!!!!



     Na hora eu falei:

     _Barbara não seja boba, isso não é uma lagartixa é um calango.....


  _ NÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO!!!!! ISSO É UMA IGUANA, UMA IGUANA...


Fim

Moral da História ao fazer uma tatuagem escolha bem o profissional.

Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência





quinta-feira, 10 de outubro de 2013

contos da biblioteca - Teatro em Vermelho

        Nos dias que  seguiram logo após o meu contrato de trabalho, a ditadura havia terminado, estávamos com um presidente eleito e eu era jovem.

       A vida parecia ter saído do inverno e seguia para a primavera, na véspera de finados fui trabalhar como normalmente fazia, abri o teatro, olhei a coxia, os camarins e passei pelas poltronas para ver se não havia nenhum objeto esquecido do dia anterior.  Foi nessa noite que tudo aconteceu.

coxia

        Tudo estava em ordem e eu esperava o grupo de teatro que viria para ensaiar e afinar as luzes do espetáculo, quando chegaram apresentei o palco, os camarins, expliquei onde ficaria para poder ajuda-los na iluminação.

       Logo estávamos todos em seus lugares, os atores no palco e eu sob os andaimes do teto alterei a posição de vários Spots, desci pela escada e logo a vi sentada na primeira fila, olhos castanhos profundos, olhar melancólico e trajava um lido vestido vermelho com xadrez. 



   
      Ela era a figura mais linda que eu já havia visto na face da terra, parecia um anjo vindo do céu.

      Mas como estava em serviço apenas cumprimentei com um movimento de cabeça e fui até a cabine de som e luz. Lá do alto combinando com os artistas no palco acertei as luzes, marcamos qual a sequencia de cada luz e o tempo de iluminação de cada uma.

    

     No final testamos toda a sequencia enquanto o diretor da peça marcava o local em que cada personagem deveria estar em cada cena. Daquela janela minuscula eu via cada movimento da minha princesa, do alto eu já havia escolhido quais as palavras usaria para começar a conversa.

     Quando terminamos de sequenciar a peça, desci correndo, passei por alguns artistas no corredor e quando cheguei à poltrona ela já não estava mais lá. Em desespero perguntei para o diretor do grupo:

     _ Onde esta a moça da primeira fileira, a que usava o vestido vermelho xadrez?

    _ Que moça?- disse o diretor.

    _ A que estava aqui, amiga de vocês.

    _Só veio os artistas, hoje ninguém trouxe acompanhante.

   Olhei novamente na cadeira, quem será a moça, será que ela existia ou seria um fantasma que aproveitando a escuridão da noite veio se divertir entre os vivos? Nesse momento olhei para a poltrona e encontrei uma rosa vermelha.


 fim
Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência

Imagens dos sites
Pinterest


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Contos da Biblioteca - Power Rider


   
  Domingão ensolarado, os passarinhos cantavam lá fora, os parentes estavam na varanda conversando logo após o almoço ,e eu como todo final de semana a tarde estava conectada no Orkut. Navegando na grande rede, trocando Scraps e bisbilhotando no youtube.

            Naquele momento havia entrado na sala de bate-papo uma guria muito simpática. nisso entrou minha mãe no meu quarto:



                         _ Você viu o meu "power Rider"?

                                     _ Não, mãe, não vi.!!!! Ele não está no seu quarto ou na sala?

          Ela saiu resmungando coisas incompreensíveis. Do mundo meu quarto comecei um papo legal com a gatinha, quando minha mãe entra novamente.

                     _ Beto você não viu o meu POWER RIDER? TEM CERTEZA?

                                      Parei a conversa e pensei no power rider, onde estaria aquele chinelo....


       _ Mãe já olhou na lavanderia em baixo do tanque? Deve estar lá...

                           Saiu resmungando algo muito mais incompreensível e em um tom mais alto.

                                   Ela era linda e eu já estava me sentindo apaixonado, que vontade de lhe entregar flores e bombons.


       BAM!!!! a porta se abriu com muita força, e minha mãe colocou a cabeça de novo no vão da porta.

                                    _Onde você colocou meu Power Rider?

      Parei novamente  de conversar com a Lucimara e pensei,  "Será que minha mãe virou fã de animê?


                      _ Mãe já olhou na estante ou na gaveta do armário?

                             _ Já e não está lá...

                                                Nisso ela entrou no quarto e olhou com raiva  para o meu computador e nesse instante ela bradou.

           _RÁ!!!ACHEI MEU POWER RIDER, ESTAVA COM VOCÊ O TEMPO TODO!!!!!

                           Saltou na frente, puxou minha cadeira e agarrou com toda a força o PEN DRIVE.



fim













fotos retiradas de
http://www.papodebar.com/wp-content/uploads/2011/04/coelho-computador.jpg

http://images2.wikia.nocookie.net/__cb20130106083804/kamenrider/images/6/67/Power_Rider_Logo.png
http://www.escolacurtbrandes.com.br/wp-content/uploads/2013/03/coelho-para-colorir-coelhinho.jpg

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Contos da Biblioteca - Imunizações

       Se me recordo bem o dia havia amanhecido lindo com um solzinho fraco devido ao inverno, logo após chegar ao trabalho já comecei a tarefa diária de arrumar as estantes, verificar a ordem dos livros nas prateleiras se todos seguiam a numeração crescente do CDD corretamente.

       



        Vi entrar um senhor pela porta da sala, ele trajava uma calça social azul marinho e uma camisa de manga comprida de lã xadrez. Ele caminhava vagarosamente por entre as estantes e seu olhar parecia desconfiado.

             Me aproximei e perguntei:

                 _ O Senhor precisa de ajuda?

                          Logo me respondeu num breve sussurro:

                                _ Preciso do livro "Imunização Racial", ele pertence a uma coleção enorme dessa biblioteca.

         Como sempre ocorre nesse tipo de atendimento fui até o armário de aço, onde gavetas estão abarrotadas de fichas com nome dos autores e suas obras. 

                Abri a gaveta "I", e procurei "Imunização Racial", não encontrei. Então perguntei:

                            _ Esse é mesmo o título, ele não tem outra palavra no inicio, ou o senhor sabe o nome do autor?

          Ele me olhou com olhar vazio e disse:

                 _ Não esse é o titulo eu já peguei esse livro aqui e não lembro o autor, mas sei que está em uma coleção enorme que usa quase uma estante.

                            _Esse livro é de biologia? É sobre Doenças, ou vacinações, ou criação de gado, seleção genética? - Perguntei.

        Ele balançou a cabeça negativamente, ele esperava que eu encontrasse o livro.

                     Comecei a pensar "Imunização Racial", não era vacina, o livro não pertencia a área de saúde. Então perguntei novamente
                           
                                  _ Esse livro seria de filosofia, ou sociologia?

        Novamente ele moveu a cabeça de um lado ao outro e só disse:

                O livro tem capa branca....

                                Senti que ele achava que eu não sabia trabalhar em biblioteca, uma vez que afirmava que já havia emprestado o titulo e eu estava sendo incapaz de encontrar.

          Nesse momento coloquei de lado o preconceito e fui supersticiosos, em pensamento falei com São Salonguinho, pedi me ajuda a achar o livro desse senhor que te dou três pulinhos.

                                       De repente entrei com aquele senhor aleatoriamente em uma estante e subitamente, como mágica, vi na prateira uma série de livros com capas azuis e branquinhas. Puxei o primeiro e ...

       _ É esse! Esse livro que levei emprestado


        Frustado perguntei :
_Mas cadê a imunização racial? 

                                                                       Ele riu, pegou o livro e foi embora, estou devendo até hoje os pulinhos para o são longuinho....

fim
Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência.




quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Causos da biblioteca - cerejas

  A muitos anos atrás, na época em que se fechava a tubaína com rolha, quando não existiam computadores pessoais, nem internet, os alunos frequentavam as bibliotecas públicas ou mesmo as escolares para fazerem os seus trabalhos para entregar aos professores.

  Desse tempo existem muitos causos ocorridos nas diversas bibliotecas do Brasil. Esse é um recolhido entre conversas com nossos amigos.

    Nas bibliotecas antigamente se formavam filas para o atendimento dos usuários, todos muito ansiosos para logo pegar o livro com o assunto e imediatamente correr para o xerox para fazer uma cópia e entregar para o professor.

   No dia do ocorrido a zeladora já havia limpo as estantes e aberto as janelas, as bibliotecárias já haviam repostos os livros nas estantes e aguardavam a chegada de "fregueses", foi então que chegou um rapaz alto e com o olhar ansioso logo tascou.

   - Preciso de um livro sobre "Cereja Noturna"!

   Logo após um breve momento em que duas se olham e se perguntam que assunto é esse?

   - Você precisa de "Cereja Noturna"?



   _ Sim!!! Preciso e tem que ser rápido, pois preciso entregar esse trabalho ainda hoje a tarde. _ disse o rapaz com impaciencia.

   Virando para a colega a bibliotecária pergunta:

  _ Você sabe onde eu posso encontrar esse assunto?

 A outra responde:

   _ "Cereja Noturna" não seria aquela usada nas bebidas a noite?


     Sem saber como encontrar o assunto para o trabalho escolar as duas fazem uma saraivada de perguntas:

   _  Qual é a matéria? 
  
   _Para qual professor?

  _O que vocês estão estudando?

  - Acho que é Português...Acho que é para a Liliam... Não sei acho que dormi na aula...

  Nisso chega uma menina e logo pergunta:

  _ Paulo você achou o trabalho de Ciências? Já pegou os livros sobre "CEGUEIRA NOTURNA"????

****
Se vocês quiserem saber sobre a doença cegueira noturna clique aqui.
Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência


    


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Gralha Azul



A Gralha Azul 



As gralhas azuis que habitam os pinheirais do Paraná.

Elas sempre se alimentaram das sementes do pinheiros, e algumas elas enterram, guardando para os dias menos prósperos.

Muitas  sementes de pinhão guardadas sob a terra germinam tornando-se grandes árvores que passam a compor a floresta dos pinheirais.




terça-feira, 24 de setembro de 2013

Sapo Cururu


Sapo Cururu 

Cantiga Popular

Sapo Cururu na beira do rio
Quando o sapo grita, ó Maninha, diz que está com frio
A mulher do sapo, é quem está lá dentro
Fazendo rendinha, ó Maninha, pro seu casamento




Sapo cururu 
na beira do rio 
quando o sapo canta 
o maninha 
é porque tem frio 




A mulher do sapo 
deve estar lá dentro 
fazendo rendinha 
o maninha 
para o casamento 




terça-feira, 10 de setembro de 2013

Susi no Lago Igapó


     Um dos passeios prediletos da Susi é correr na margem do Lago Igapó. Nesse lugar onde o gramado cerceia as águas do lago, garças e biguás pescam, joões de barro fazem seus ninhos, formigas cortadeiras aparam a relva.

    Logo cedo no domingo ela já circula pela casa esperando feliz pelo passeio no final da tarde.


     Na hora de colocar a coleira para sair, A Susi já está na porta aguardando ansiosa o momento do passeio. Como todos os domingos desce do elevador chorando e ganindo, muitas vezes me pergunto se ela não está doente, mas que nada, o choro passa assim que chegamos no Lago.

        Mas ao chegar ao Lago, tudo muda, ela sente o calor agradável  do sol,  e fica muito feliz ao ver a amiga garça sob a ponte próximo à cachoeira.


       Escondida sob a queda d'agua ela descansa. 

      Susi, neste minuto abana o rabo para a Dona Garça e corre para o extenso gramado, pedindo seus brinquedos entre aus, aus e abanos de rabo.


     No gramado do lago muitas familias com crianças e cães se divertem, jogando bola, volei e rugby ou mesmo andando de bicicleta, ou simplesmente caminhando.


        O dia está lindo o céu limpo de um azul anil, com medo dos jogadores de rugby, ela não se aproxima, pois eles parecem ser muito fortes. Onde está a felicidade?


 A felicidade ainda se encontra nas mãos da Aninha, não jogou o brinquedo para que Susi possa caça seu tesouro.

    A Cegonha só observa do lago a correria da Susi entre idas e vindas pelo chão verde.


        Ela brincou a tarde toda, correndo atrás do ossinho de plástico vermelho.



Até que se cansou da brincadeira e parou para tomar uma deliciosa água gelada no colo de sua "mãe".


    Como todos os domingos não queria voltar para casa, mas se despediu da amiga Cegonha, já dizendo que a viria no próximo domingo.

     Dona Cegonha com certeza estará novamente nos domingos que se seguirão, vendo a Susi e os outros cachorros brincando de pegar e buscar.


    Ao Chegar em casa após um banho morno ela simplesmente dormiu, pois estava super cansada e feliz.



fim.









sábado, 7 de setembro de 2013

Gregory a nova casa


      Gregory, logo que chegou ao pet shop foi colocado em uma pequena gaiolinha para esperar o seu novo dono ou dona.


    No começo tentou abrir a portinhola, mordeu as grades, miou chamando a mamãe, depois conversando com os outros gatinhos entendeu que teria que esperar para ser adotado para sair daquele lugar.


      Com paciência a cada pessoa que entrava na loja, ele miava amavelmente parecia dizer:

   _ Me leva? Sou lindo e brincalhão.

     Gregory era tão bonitinho, tinha olhos grandes e era tão fofinho que ao entrar no pet shop uma criança se encantou com o pequeno filhote e pediu para a sua mãe se não poderiam leva-lo para casa.

      Sua mãe deixou e os dois tentaram pegá-lo da gaiolinha.

      O gatinho estava assustado e se encolheu todo. Mas a mamãe o pegou com todo carinho.


  A família agora estava completa com um novo membro brincalhão e sapeca.

  Ao chegar na sua nova casa Gregory , correu por toda a parte, ele queria  conhecer todos os cantinhos, desde o jardim, até os os quartos.


   No começo da exploração, começou com uma caminhada vagarosa e com olhar desconfiado, seus bigodinhos mexiam o tempo todo.

     Com curiosidade por vezes se sentava para olhar para trás e ver se havia alguma coisa ou alguém o seguindo.


    Quando saiu para o jardim ficou encantado com as flores e como a grama era fofinha e boa para correr e pular.


    Ele só não gostou de pisar numa poça de água, achou aquela água toda muito molhada....


    Entrou novamente na casa e resolveu brincar de pega-pega com seu novo amigo, se preparou e saiu


 correndo, saltando com o rabinho todo arrepiado.

     Depois de muito brincar pediu para seu amigo um pouco de lanchinho, estava com fome.



   Já era noite e estava na hora de dormir e Gregory ficou brincando na cama enrolado em sua coberta até a luz ser apagada.








Livros muito bons

  • Anne de Green Gables
  • Manual do Artista
  • Minha vida na França

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Amamos a Arte e suas diversas manifestações